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Câmeras identificam presença de veado-catingueiro na Mata de Santa Genebra

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Um veado-catingueiro (Mazama guazoubira) foi flagrado pelas armadilhas fotográficas, um sistema de monitoramento, na Mata de Santa Genebra. Segundo biólogos da Fundação José Pedro de Oliveira, que administra a unidade de conservação ambiental, o animal era considerado extinto no local, já que não havia registro da sua presença há pelo menos 30 anos.

  

O veado-catingueiro é uma espécie presente em todo o Brasil, tendo nomes diferentes em cada região: veado-vira-vira, virote, guaçutinga, guaçucatinga, cabra silvestre e guaçubirá. É um cervo de pequeno porte, pesando em torno de 18kg, com altura média de 50 a 65 cm.


  

A presença do catingueiro foi registrada no dia 9 de dezembro, às 10h, no Marco Zero, um ponto central da Mata, onde foi realizada, em 1981, a cerimônia de doação da área para o município.

  

Segundo Thomaz Barrella, biólogo da Fundação, o retorno do animal foi motivo de grande alegria para os técnicos que atuam na Mata. “A princípio, não temos como saber se ele permanece na Mata ou não, pois até o momento o único registro são as imagens feitas em dezembro; não localizamos mais nenhum vestígio, como pegadas ou fezes. Mas a chegada dele demonstra que estamos no caminho certo com as ações de preservação e manutenção de habitat que já abriga muitas espécies e que pode atrair novas, dadas como extintas no local”, disse.

  

Barrella explicou, ainda, que a expansão urbana e alteração dos ambientes naturais para a produção agrícola tem feito com que os animais silvestres tenham que procurar cada vez mais longe por um habitat. “Com certeza esse animal correu muitos riscos para chegar até aqui, pois a nossa Unidade de Conservação é cercada por duas rodovias e uma ferrovia que representam um enorme risco de atropelamento”, afirmou. “Após o registro, estamos estudando que ações podem ser tomadas, caso ele permaneça no local, mas o controle de animais domésticos, especialmente cães, é uma prioridade, já que eles são, segundo estudos, a principal causa do desaparecimento dos veados, cotias e pacas da Mata”, concluiu.

  

As armadilhas fotográficas, que funcionam como um “Big Brother dos Animais” já registaram a presença de outros animais na Mata, entre eles jaguatirica, gato do mato pequeno, gambás, tatus, mão-pelada, cachorro-do-mato, seriema, gaviões, pombas, preá, tapiti, teiu, lontra, ratão-do-banhado e capivara.

  

Mata de Santa Genebra

 

Localizada no Distrito de Barão Geraldo, em Campinas, a Unidade de Conservação Arie Mata de Santa Genebra é o maior remanescente de Mata Atlântica da Região Metropolitana de Campinas e uma das maiores florestas urbanas do País.

 

A reserva ecológica possui 251,7 hectares de Mata Atlântica, totalizando um perímetro de 9 quilômetros. É uma Unidade de Conservação Federal com grande diversidade de fauna e flora nativa. São mais de 600 espécies de plantas e 337 espécies de animais, sendo 227 aves, 51 mamíferos, 33 répteis, 21 anfíbios e cinco peixes.

 

A Mata é administrada pela Fundação José Pedro de Oliveira, uma autarquia municipal, que desenvolve diversas linhas de pesquisa com o objeto de registrar as espécies presentes e preservar a área. Também é usada por pesquisadores de diversas regiões como fonte de estudo.

 

No local, também são realizadas diversas atividades voltadas para a população, também com o objetivo de aproximar a comunidade da floresta, sempre com foco na preservação. Mais informações podem ser obtidas no site: www.fjposantagenebra.sp.gov.br.

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