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Defesa Civil passará a emitir alertas de calor extremo por WhatsApp

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A Defesa Civil de Campinas passará a emitir boletins sobre extremo calor: de Atenção, quando a temperatura atingir 34º C, e de Alerta, se atingir 37º C. A ação é inédita e tem parceria do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas, e do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), da Secretaria Municipal de Saúde.

Os boletins serão enviados via WhatsApp para a imprensa e grupos de formadores de opinião, incluindo ONGs e entidades, e também estarão disponíveis no site www.resiliente.campinas.sp.gov.br. No mesmo portal há um link para informações sobre os riscos à saúde, exaustão pelo calor e/ou insolação, em “Recomendações da Saúde para Lidar com Dias Quentes e Temperaturas Elevadas”.


O anúncio da emissão dos boletins ocorreu nesta sexta-feira, dia 21 de fevereiro, durante reunião do Comitê de Gestão de Risco e Desastres da Operação Verão 2019/2020. Participaram representantes do Cepagri, Devisa, Defesa Civil, Departamento Municipal de Uso e Ocupação de Solo (Duos), Sanasa, Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos e Secretaria Municipal da Educação.

O primeiro boletim será expedido no próximo dia em que a temperatura atingir 34 ou 37 graus. Os boletins alertam para os riscos de insolação e os cuidados que devem ser tomados, com avisos como: “proteja-se do sol”, “mantenha-se hidratado” e “procure locais arejados”. Os casos de extremo calor podem causar exaustão, desidratação e insolação, levando a internações e até a óbito. Os cuidados seguem os preceitos defendidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O cidadão tem o direito de ser informado sobre as temperaturas elevadas em seu território. A Defesa Civil já emite alertas de baixa temperatura, da Umidade Relativa do Ar, das chuvas, o que estava faltando é esse retrato da temperatura elevada, que é uma recomendação da OMS. Campinas está alinhada às discussões internacionais sobre os impactos das mudanças climáticas e os marcos regulatórios como Marco de Sendai para a Redução de Risco de Desastres, essenciais para as Cidades Resilientes”, afirmou Sidnei Furtado, diretor da Defesa Civil.

A pesquisadora do Cepagri, Ana Ávila, ressaltou a importância de Campinas estar alinhada às agendas internacionais e de estabelecer essa nova parceria entre a Prefeitura e o Cepagri na iniciativa de emitir os boletins. “É uma oportunidade de trabalharmos juntos para mitigar os riscos e também em prol da população, em prol do clima e da saúde.”

O médico sanitarista do Devisa Campinas, Carlos Henn, explicou que a iniciativa é importante porque as temperaturas elevadas constituem risco à saúde humana. “Neste momento, por precaução, foram adotados limites de temperatura “mais protetivos” devido aos riscos potenciais à saúde pela exposição diária ao calor. Entretanto, nosso objetivo maior é, posteriormente, participar da construção de indicadores de saúde versus temperaturas extremas em Campinas, para se estabelecer medidas e/ou ações preventivas que garantam uma melhor qualidade de vida nas diferentes regiões da cidade”, acrescentou.

Os índices de 34º C e 37º C foram estabelecidos pelo Cepagri com base na série histórica dos últimos 30 anos em Campinas. “Avaliamos 30 anos de dados diários de temperatura máxima, e agrupamos os meses tipicamente mais quentes: setembro a fevereiro. A partir daí, empregamos critérios estatísticos para verificar quais os valores que definem os 10, 5 e 1% de temperaturas mais elevadas nesses meses para os últimos 30 anos e para os últimos 10 anos, nos quais detectamos um aumento consistente de temperaturas máximas. Então, utilizamos esses valores para estabelecer os limiares de atenção e alerta para uso operacional da Defesa Civil”, explicou o meteorologista do Cepagri, Bruno Bainy.

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