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Prefeitura e Unicamp promovem fórum sobre alertas precoces

Prefeitura e Unicamp promovem fórum sobre alertas precoces

A Prefeitura e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promoveram fórum na universidade nesta quarta-feira, 31 de maio, para discutir alertas precoces para proteção da vida das pessoas, desafios das diferentes áreas do poder público frente a eventos climáticos extremos e ações de Defesa Civil como monitoramento e alerta, processo de tomada de decisão e comunicação de risco. A idealização do evento partiu dos Centros de Resiliência de Campinas (CRDC), coordenado pela Defesa Civil; de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Unicamp (Ceped) e de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri).

Na abertura, foi destacada a importância e atualidade da temática, a preocupação em criar equipamentos e tecnologias para que se possa obter dados suficientes para tomada de decisão, além de desenvolver a resiliência e a intersetorialidade. Segundo o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a atuação sistêmica, que analisa o contexto e envolve todos os setores na resposta a emergências, é muito importante para a preparação a eventos de grande impacto e fóruns como o realizado na Unicamp contribuem para isso.

Ainda no período da manhã, o chefe adjunto do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR), Nahuel Arenas Garcia, abordou as ações da iniciativa Construindo Cidades Resilientes 2030 (MCR 2030) e da construção dos alertas precoces globais para ação climática. Já na parte da tarde, a coordenadora do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-Geo) da Fundação Oswaldo Cruz, professora Marcia Chame discorreu sobre como os animais atuam como amplificadores ou redutores dos riscos à saúde humana e da importância  da conservação do meio ambiente, na dispersão diluída dos agentes patogênicos e consequente benefício de proteção à saúde humana. A professora também entregou certificados da premiação “10+ Colaboradores do SISS-Geo” durante o evento e posteriormente na Prefeitura. Leia mais aqui: https://portal.campinas.sp.gov.br/noticia/48567.

A questão da saúde também foi pauta do evento com participação do médico infectologista, Rodrigo Angerami, do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas e coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp. Sua palestra tratou dos aglomerados urbanos, mobilidade de pessoas e eventos de massa como elementos que contribuem para disseminação de patógenos emergentes e doenças, ocorrência de surtos, epidemias e pandemias. Ele ressaltou que, para a tomada de decisão acerca de ações e respostas eficazes, ágeis e oportunas, é necessário que existam protocolos previamente definidos e pactuados sob a perspectiva interinstitucional, intersetorial e intergovernamental. Também compartilhou a experiência de ferramentas atuais como o “ProMed – Port – Programa de Monitoramento de Doenças Emergentes” como estratégias para detecção precoce de eventos de relevância em saúde humana e animal e na avaliação de cenários de risco.

O evento teve representantes da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Unicamp: professores Sonia Mazariol e Marco Cremasco; de Elisário Barbosa, da diretoria executiva da Agencamp; Raluca Savu, da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen); Ten Cel André Hannickel, da Defesa Civil do Estado de São Paulo; e Ana Avila, do Cepagri. Da Secretaria Municipal de Saúde participaram: Priscilla Pegoraro, representante da Saúde no CRDC e uma das mediadoras do evento; Elen  Costa, coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ); Daiane Morato, coordenadora da área de agravos e doenças; e Tessa Roesler, também representante da pasta.

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