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Saúde realiza ações contra a raiva nas regiões Leste e Noroeste

A Secretaria de Saúde de Campinas, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), Vigilâncias em Saúde (Visas) Leste e Noroeste e Centros de Saúde São Quirino e Itajaí, dá continuidade nesta quinta-feira, 24 de maio, e sábado, 26 de maio, a um plano de ações contra a raiva em parte dos bairros Parque Itajaí e Jardim Santana.

 

As medidas foram desencadeadas depois da confirmação de um caso de raiva em morcego no Parque Itajaí e um no Jardim Santana.

 

As ações incluem visitas em cerca de 3,5 mil imóveis para orientação à população, levantamento do número de cães e gatos e a situação vacinal desses animais.

 

As atividades no Parque Itajaí começaram na manhã desta quarta-feira, dia 23. Nesta quinta-feira, dia 24, as atividades continuam no mesmo bairro, entre 8h30 e 11h30. A expectativa é que 1,5 mil imóveis sejam visitados nos dois dias. No sábado, 26 de maio, a ação será no Jardim Santana, onde 2 mil imóveis devem ser visitados entre 9h e 12h.

 

Em caso de chuva, as atividades serão transferidas para outras datas.

 

Vacinação

 

Cães e gatos a partir dos três meses de idade devem ser vacinados contra a raiva anualmente. A dose é necessária inclusive para os animais que não têm acesso à rua, pois os morcegos podem entrar em contato com eles dentro dos imóveis.

 

Em Campinas, há dois postos fixos para a vacinação de cães e gatos, instalados na sede da UVZ (Rua dr César Paranhos de Godoy, 333, no Jardim Chapadão) e no Departamento de Proteção e Bem Estar Animal (DPBEA), que fica na Rua das Sapucaias, 115, na Vila Boa Vista.

 

As vacinas são aplicadas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

 

Basta comparecer aos locais levando os animais e, se tiver, as carteiras de vacinação. A vacina é gratuita.

 

Precauções

 

Em caso de morcegos mortos ou comportamento estranho dos animais, a população deve acionar a UVZ por meio do telefone (19) 3245-1219, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Fora destes horários, o plantão da UVZ pode ser acionado por meio da Defesa Civil, pelo telefone 199.

 

É considerado comportamento estranho os morcegos que voam durante o dia, que ficam pendurados em locais com a incidência direta de luz solar ou que estejam caídos no chão.

 

A orientação da Secretaria de Saúde é nunca tocar em um morcego. Por serem animais silvestres de extrema importância para o meio ambiente, matar um morcego é considerado crime ambiental.

 

Casos

 

Neste ano foram confirmados sete casos de raiva em morcegos, sendo cinco na região Norte da cidade, um na região Noroeste e um na Leste. Em 2017, foram confirmados 23 morcegos com raiva.

 

Em 2015, Campinas registrou um caso de raiva canina, 33 anos após o último registro em animais desta espécie. O isolamento viral indicou que este cão foi infectado com o vírus da raiva transmitido por morcegos.

 

Em 2014, depois de 15 anos, foi registrado um caso de raiva felina na região Norte do município. Em 2016, outro caso da doença em gato foi confirmado na região Sudoeste. Nos dois casos, os animais contraíram o vírus de morcegos.

 

A raiva é uma doença letal em 100% dos casos, inclusive nos humanos. Por isso, a vacina anual em cães e gatos é importante. Em Campinas, o último caso da doença em humanos aconteceu em 1981.

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