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Secretária recebe Kemmilly, 13 anos, eleita presidente do Parlamento Jovem

 

A estudante Kemmilly Rodrigues da Silva, de 13 anos, terá a sua primeira agenda oficial como vereadora mirim nesta segunda-feira, dia 10 de junho. No período da tarde, ela será recebida pela Secretária Municipal de Educação, Solange Pelicer, em seu gabinete, na Prefeitura de Campinas.

 

 

Aluna da Emef Maria Pavanatti Fávaro, no Jardim Aeroporto, a estudante é presidente do Parlamento Jovem, uma iniciativa da Câmara dos Vereadores de Campinas para levar formação política às escolas campineiras. Para o estudante tornar-se um vereador mirim, é necessário ser eleito nas respectivas escolas. Os alunos recebem formação sobre o funcionamento do Poder Legislativo, são apadrinhados por vereadores, realizam sessões e propõem projetos de lei e moções, que podem, posteriormente, ser levados adiante e aprovados na Câmara Municipal.


 

 

Kemmilly se elegeu junto com outros 32 jovens vereadores e seus suplentes, todos alunos de escolas públicas e particulares. Ela conheceu o programa no ano passado, quando foi eleita assessora de um colega. Ainda não sabia muito sobre política, mas desde então seu interesse pelo assunto, e pelo debate, cresceu. Ela quis voltar a participar porque acredita que pode fazer a diferença. “Eu vivo para isso, para fazer a diferença”, costuma dizer.

 

 

Articulada, ela credita seu sucesso na campanha para se tornar a presidente do Parlamento Jovem ao fato de sua escola adotar um sistema de democracia e debates constantes. A Emef Pavanatti iniciou, em 2011, em parceria com a Unicamp, o programa Viva Ética, que promoveu assembleias para debater e eleger representantes, não só de alunos, mas também de professores e de funcionários.

 

 

Até hoje são feitas rodas de conversa semanais, partindo de temas vindos de sessões com filmes, ou de propostas dos professores e dos próprios alunos. Os docentes não opinam nos debates e, dependendo do tema, não participam das discussões, para não influenciar o posicionamento dos alunos.

 

 

Segundo Edson dos Santos, professor de matemática da jovem vereadora, é comum que ex-alunos apareçam para contar como começaram a se engajar politicamente e aprenderam a debater graças à Pavanatti.