Cultura
Vozes pela Igualdade de Gênero: encontro une afeto, cultura e experiências para promover concurso musical
Iniciativa reúne Prefeitura de Campinas, MP-SP e outras instituições para combate à violência contra as mulheres. Ação é direcionada para alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental da rede municipal
Iniciativa reúne Prefeitura de Campinas, MP-SP e outras instituições para combate à violência contra as mulheres. Ação é direcionada para alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental da rede municipal
O projeto interinstitucional Vozes pela Igualdade de Gênero, em Campinas, avançou nesta sexta-feira, 29 de maio, com um encontro que uniu afeto, cultura e troca de experiências para promover o concurso musical que reforça o letramento e a sensibilização no combate à violência contra as mulheres. Ele é direcionado para alunos do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) matriculados na rede municipal.
A ação promovida de forma conjunta entre Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Secretaria Municipal de Educação, Fundação Educar, PUC-Campinas e Secretaria Estadual de Educação reuniu cerca de 450 pessoas em um espaço de eventos da Prefeitura, no Jardim do Vovô. Neste grupo estavam 68 estudantes gremistas, de 34 Emefs de Campinas, convidados a participarem para impulsionar a adesão dos demais alunos da rede.
O concurso musical destaca os 20 anos da Lei Maria da Penha, com o tema “Se a dor é singular, a voz é coletiva”. Os promotores de Justiça Cristiane Hillal e Rodrigo Augusto de Oliveira incentivaram, na apresentação, a construção de uma cultura para valorizar as mulheres e a atuação das escolas municipais como espaços de escuta e cuidado.
Para isso, eles mencionaram dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que retratam a situação da violência no Brasil, além de estatísticas sobre a atuação do Poder Judiciário, e destacaram que o problema precisa ser enfrentado de maneira conjunta pela sociedade.
“Eu estou muito feliz com a participação da Prefeitura Municipal nesse projeto, que existe desde 20216, quando a Lei Maria da Penha fez dez anos […] A ideia é que a gente não fique só nas escolas, mas que todo o Município realmente se beneficie desse projeto porque essas crianças, esses adolescentes, eles vão levar essas vozes para dentro das suas casas, eles vão levar para os clubes, para as praças, para as comunidades que eles estão inseridos, Eles vão multiplicar isso, eles vão distribuir conhecimento, sensibilidade para todos os lugares onde eles estiverem”, afirmou Cristiane.
Durante o evento, ela também mencionou a importância de outras iniciativas que estão em andamento na cidade, como o programa “Igreja pela Vida das Mulheres”, que integra o poder público e lideranças religiosas para ampliar a rede de proteção e qualificar o acolhimento às vítimas em ambientes religiosos.
Já Oliveira destacou ao público como será a dinâmica do projeto Vozes.
“É um projeto muito potente, que tem a possibilidade de trazer a discussão da desigualdade, do racismo, do bullying e da violência contra a mulher para dentro das escolas. E ninguém melhor do que os próprios alunos para fazerem essa discussão e a partir daí pensarem em músicas, pensarem em poesia, que serão apresentadas ao final em um grande concurso”, explicou Rodrigo sobre a dinâmica do Vozes.
Publicado originalmente em: Prefeitura de Campinas