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Medidas restritivas adotadas em Campinas começam a apresentar resultados

As medidas restritivas adotadas pela Prefeitura para conter a disseminação do coronavírus já mostram indícios que estão dando resultados. Está havendo redução de síndromes gripais que chegam às unidades básicas de saúde e também uma estabilização, nos últimos cinco dias, no número de pacientes na fila de espera por internação em UTI e enfermarias. A taxa de reprodução do vírus, que estava acima de um, agora está em 0,98, ou seja, cada 100 infectados transmitem o vírus para 98 pessoas. Essa taxa já chegou a 1,2.

“É importante que as pessoas que puderem fiquem em casa, que usem máscaras e adotem o distanciamento social. Estamos em um momento crucial para fazer a inflexão da curva de contágio e nesse feriado da Páscoa, se alguém for visitar família e amigos, ou se receber visita, que use máscara dentro de casa, faça o distanciamento quando tirar a máscara para se alimentar, porque é nesse momento que as pessoas se contaminam”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Lair Zambon.

A coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde, Andrea Von Zuben, observou que todas as pessoas com síndromes gripais atendidas nas unidades básicas de saúde são monitoradas. “Ao longo da pandemia estamos observando que quando há muito atendimentos nessas unidades, cerca de duas semanas depois teremos aumento de internações”, afirmou.

As medidas restritivas foram adotadas na 9ª semana epidemiológica (de 28 de fevereiro a 6 de março), quando foram atendidas nas unidades básicas de saúde 11.706 pessoas com síndromes gripais. Na atual semana, a 13ª, que ainda não se completou, foram atendidas 2.504 e projeções indicam que chegarão a 6.260 até 3 de abril. “Isso mostra que o isolamento e uso de máscara surtem efeito”, disse.

Andrea observou também que começa a haver uma estabilização nos casos diários internados. “São menos casos novos chegando. Mas ainda temos muitas mortes, porque são pessoas que se infectaram lá atrás. O importante é não ter infecção, porque não teremos internados em UTI e nem em enfermaria”, afirmou.

Quando uma pessoa se infecta com o coronavírus, há um período de 14 dias de incubação do vírus, e os sintomas começam a aparecer. “Quando piora, a pessoa geralmente precisa de internação entre o 6º e o 10º dias depois do início dos sintomas. Temos visto em Campinas que pessoas ficam, em média, 18 dias em UTI, quando evoluem para alta ou morrem”, afirmou. “Quem morreu hoje se infectou de 30 a 40 dias antes”, disse.

Ela observa, no entanto, que mesmo que os dados comecem a melhorar, não quer dizer que não haverá mais mortes, porque ainda há muitas pessoas internadas, cerca de mil, e estatísticas mostram que 2/3 das pessoas intubadas morrem.

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