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Prefeitura de Campinas promove simpósio em homenagem a mães atípicas

Evento reuniu palestras, acolhimento e orientação sobre autismo, direitos e saúde mental. O objetivo foi acolher e esclarecer as mães responsáveis pelos cuidados de crianças atípicas

Evento reuniu palestras, acolhimento e orientação sobre autismo, direitos e saúde mental. O objetivo foi acolher e esclarecer as mães responsáveis pelos cuidados de crianças atípicas

O Simpósio para Mães Atípicas, promovido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, aconteceu na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, no IAC (Instituto Agronômico de Campinas). A Secretaria realizou o evento focado nessas mulheres como uma homenagem pelo Dia das Mães. 
 
Ao longo da manhã houve palestras sobre os direitos, desafios e políticas públicas para pessoas com autismo e suas famílias. Importância do vínculo, desenvolvimento infantil e fortalecimento da saúde mental das mães atípicas foram abordados. A apresentação teve interpretação em Libras e os palestrantes fizeram audiodescrição, para se apresentar às pessoas com deficiência visual.
 
De acordo com a secretária de Políticas para as Mulheres, Alessandra Herrmann, “o evento é de grande importância para homenagear essas mães, que têm essa maternidade tão desafiadora”.
 
“Nosso objetivo hoje é que o foco do cuidado sejam as mães atípicas, que elas saiam desse simpósio orientadas e que se sintam acolhidas. Mães, que vocês se sintam abraçadas e acolhidas em todos esses desafios que vocês enfrentam, e recebam tudo o que vai ser discutido como um grande presente de Dia das Mães”, afirmou a secretária durante a abertura.
 
Thiago Ferrari, diretor de Políticas Públicas para a Primeira Infância e coordenador do Plano Municipal Primeira Infância Campineira (PIC), disse que, de acordo com estatísticas, 80% dos pais abandonam a família e a mãe atípica assume a criação integral dessa criança sozinha.
 
Para Suzy Ferraz, uma das palestrantes do evento, encontros como o promovido pelo simpósito são fundamentais para oferecer um momento de autocuidado para as mães atípicas, devido à rotina que elas têm.
 
 “A mãe é tudo, quando ela não está bem, não tem como o filho estar. Então, quando conseguimos acolhê-la e dizer que está ótimo o que ela está conseguindo fazer, essa mãe se tranquiliza e consegue oferecer muito mais suporte para que o filho também progrida. O carinho, acolhimento e cuidado com essas mães são essenciais”, comentou. 
 
Suzy é mãe atípica e  coordenadora-executiva do Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Paica), OSC campineira que atende 85 crianças com TEA e suas famílias.
 
Tamires Nunes, também mãe atípica, participou do evento em busca de conexão e informações facilitadas sobre o tema.
 
 “Não tem um manual dessa maternidade, mas quanto mais informadas e unidas nós estivermos, mais fácil fica para vivenciar todas as adversidades. Espero fazer bons contatos e ter informações mais diretas, pois muitas vezes temos que ler textos muito complexos. Acredito que um simpósio desses possa facilitar que a gente entenda e absorva a mensagem “, comentou.
 
Sala Multissensorial
 
Para que as mães participassem do encontro com tranquilidade, a Secretaria proporcionou uma sala especialmente projetada para acolher pessoas autistas, com atividades sensoriais, aromaterapia, abafadores de ruído, brinquedos interativos, espaço para relaxamento, dentre outros aspectos. Além disso, o espaço contou com o acompanhamento de terapeutas ocupacionais e psicólogos especialistas em TEA (Transtorno do Espectro Autista) durante todo o evento. 
 
“O objetivo da sala é que a pessoa se autorregule, se reorganize sensorialmente para voltar ao evento e possa participar com mais efetividade. No caso das crianças, o ambiente calmo permite que as mães possam aproveitar a apresentação sem receio pelo bem-estar de seus filhos”, comentou, Sandra Dionízio, fonoaudióloga responsável pela sala.
 
Além da secretária Alessandra Herrmann e o coordenador do PIC, Thiago Ferrari, outras autoridades participaram do evento: a deputada estadual Valéria Bolsonaro; a vereadora Débora Palermo; o vereador Rafael Marques, de Valinhos; Flávia Pessoa, representando a primeira dama da prefeitura de Jundiaí, Ellen Camila Martin. Também estiveram presentes a equipe do Paica (Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente) e representantes da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Campinas. 
 
Apoio
 
O evento contou com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Campinas e do plano da Primeira Infância Campineira (PIC), programa composto por um comitê de representantes do poder público e da sociedade civil que têm o objetivo de pensar e planejar a cidade para crianças de zero a seis anos. 
 
Por que se diz mãe atípica?
 
O termo surge para dar visibilidade à rotina de mães de pessoas com deficiências, síndromes, transtornos de desenvolvimento (neurodivergências) ou doenças raras. Essa realidade exige atenção especial e dedicação integral por parte do cuidador, que geralmente é a mãe. Como o desenvolvimento dessas crianças é fora do padrão esperado, dá-se o nome de atípico.
 
 
 

Publicado originalmente em: Prefeitura de Campinas

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